lunedì 12 aprile 2010

REVITALIZAÇÃO DE ESPAÇOS URBANOS


A sociedade pós-industrial é marcada pelo estresse, fadiga e desgaste psíquico, em decorrência da competitividade, alta exigência profissional, e por jornadas de trabalho que muitas vezes são duplicadas para justificar o incremento da renda. Nesse cenário, pensar a cidade privilegiando espaços públicos como parques, jardins, recreação, esporte e lazer é uma estratégia política que favorece o restabelecimento físico-emocional, o senso de coletividade no uso desses espaços, a interação social e ambiental.

Nesse sentido, a revitalização e o uso coletivo de espaços livres nas cidades permitem uma transformação urbana e social, e a utilização desses espaços de forma apropriada pode resultar em proveito de toda sociedade. Contudo, a realidade em muitas cidades aponta que muitos espaços livres não são revitalizados e acabam sendo ocupados por interesses funcionais (estacionamentos, comércio ambulante, dentre outros), o que não favorece a qualificação desses espaços e termina afetando a visão paisagística, a segurança e conseqüentemente promovem a desvalorização da área.

A idéia não é ocupar e revitalizar os espaços de modo aleatório, mas sim adequá-los a um uso coletivo, uma vez que eles estão localizados em regiões centrais, em áreas de grande valor imobiliário e com adensamento demográfico. Nesse intuito, a ferramenta de trabalho GIS (Sistema de Informação Geográfica) contribui para detectar essa situação em uma determinada área da cidade de Ferrara, identificando os espaços em potencial para serem refuncionalizados, e verificar a importância da conseqüência dessa ação para o bem urbanístico da cidade.

Nos espaços analisados mediante este trabalho se verificou que na maioria sua utilização era para estacionamento de veículos. Outros espaços estão em estado de abandono ou com pouca manutenção, e podem gerar um processo de degradação.

A utilização do GIS nos permite tabular dados que superpostos, identificam e caracterizam os espaços. É um dos instrumentos que ajudam a planejar ações urbanas alternativas para esta problemática em questão.

Uma pequena modificação física no espaço pode contribuir para minimizar os efeitos negativos decorrentes do ambiente de trabalho e do estresse urbano e conseqüentemente melhorar a qualidade de vida coletiva.

Flaviana Rosa, Florencia Guidobono, Glória Velásquez, Leandro Panigo, Laura Travaglia